A palavra de ordem, em Loulé, é «aproveitar as oportunidades», para alavancar e “multiplicar” o dinheiro que se investe em obras estruturantes. E foi isso que a Câmara fez, com a candidatura que apresentou ao Programa Regional ALGARVE 2030, que vai financiar em mais de 7,6 milhões de euros obras ligadas ao Ciclo Urbano da Água, a realizar em vários pontos do concelho.
«Estamos a falar aqui de um investimento de 15 milhões de euros (15.849.445 euros), onde 12 milhões (12.724.733 euros) são elegíveis. Loulé tem um financiamento de 60%, que dá ali a rondar os 7 milhões de euros (7.634.840 euros). Portanto, o que é que estamos aqui a fazer? Nós queremos ter um grande orçamento e aproveitar estas oportunidades para melhorar os projetos que temos aqui no concelho, ligados ao Ambiente», enquadrou Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé.
«É isso que estamos aqui a fazer, investindo no reaproveitamento e melhoria das redes de águas e esgotos, na diminuição de perdas e na monitorização, para prestar um melhor serviço à população», reforçou.
Ao todo, estão previstas nove ações, no âmbito desta candidatura.
Duas delas são de criação de redes de abastecimento de água e redes de drenagem de águas residuais domésticas, a primeira relativa às localidades de de Sobradinho, Alfeição e Lagoa de Momprolé e a segunda à localidade Pereiras.
Também serão financiadas pelo ALGARVE 2030 as obras de instalação das redes de abastecimento de água e de esgotos a Vale Telheiro e ao Cerro do Galo – duas operações distintas – bem como três investimentos na freguesia de Boliqueime, nomeadamente a remodelação da rede de água da Rua Jorge M D Coelho e a ampliação da rede de águas e esgotos tanto no Ribeiro, como em S. Faustino.
Será igualmente ampliada a rede de abastecimento de água nas Localidades do Zimbral de Cima, Birrão, Nave dos Cordeiros, Cotovio, Charneca e Esteveira, tendo em vista a eliminação da rede de fontanários existentes.
«Ainda há locais do concelho em que as pessoas são abastecidas por furos, água calcária, sem condições. Nós estamos a tentar chegar a todo o concelho, para que toda a população tenha acesso a esta água de qualidade», justificou Telmo Pinto.
A Câmara de Loulé também irá receber financiamento do Programa Regional ALGARVE 2030 para fazer arranjos exteriores e recuperar os reservatórios de abastecimento de água do concelho.
«Destes 7,6 milhões de euros [de financiamento do ALGARVE 2030], nós, até o final do ano, somos capazes de ultrapassar os 50% de execução, ou seja, mais de 3 milhões e meio de execução», revelou Telmo Pinto.
Mesmo aquelas iniciativas que estão mais atrasadas, no momento, nomeadamente por falta de projetos ou por dependerem de concursos, Telmo Pinto conta arrancar com todas elas «no segundo ano» de mandato, ou seja, em 2027, para estarem todas concluídas até 2029.
Loulé é, de resto, o município algarvio que mais irá investir na área da Gestão Sustentável da Água, com financiamento da União Europeia, através do Programa Regional ALGARVE 2030, que abriu um aviso específico para obras desta natureza.
Ao nível da região, só mesmo a Águas do Algarve, com um investimento total de mais de 83 milhões de euros, irá investir mais que a Câmara de Loulé. Neste caso, as obras espalhar-se-ão um pouco por toda a região, uma vez que esta empresa de capitais públicos é multimunicipal.
Uma das principais obras que a Águas do Algarve está a fazer com financiamento do ALGARVE 2030 é, precisamente, em Loulé e “casa” com o esforço que a autarquia está a fazer para levar a água a dezenas de localidades, muitas delas no interior do concelho.
«As pessoas têm de perceber que quem tem, não liga. Há coisas hoje em dia que nós não valorizamos na nossa vida, como abrir a torneira e sair água. Há locais dentro do concelho que precisam desses serviços e nós temos de providenciar, mesmo sabendo que muitas vezes é difícil. É importantíssimo levar água a todo o concelho», concluiu Telmo Pinto.
*Conteúdo promovido pelo ALGARVE 2030, no jornal Sul Informação
